sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Amanhã

... é dia de nascer de novo. Te desejo uma fé enorme. Em qualquer coisa, não importa o quê. Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias. Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a idéia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz. As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa. Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma. Certo, muitas ilusões dançaram. Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2011 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Que seja bom o que vier, pra você.



Tiago Jara

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

vi





de tão perto teus braços
e longe deslumbrei
a saudade e um nunca diltando-me os sentimentos


confusos


Iraaaaaaa desmedida num coração quase torpe!!!

Sou eu sim, que te ama assim!

e...


renasce simplesmente de cinzas mais que soterradas...


...é a tua delinquência me atormentando!!



Rejane Tach

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

toda vez...






que me olho no espelho

não reconheço a sombra que vejo...


O calafrio mudo da minha alma

espia com medo meus movimentos.



Vou e vou andando em mim

escancaro uma vontade

e

morro de novo ...


rejane tach

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

...

Sonolência mansa
minha vida invade;
Que durma a esperança
E durma a vontade.

...




Verlaine

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

até a última gota...


minha formatura!!


em dias infindos de leituras

e sono

cansaço absorvido nas letras

que eu amo...


enfim

to quase lá...


já posso até fazer pose

pra fotografia...


me sinto nas alturas e quero mais

voar voar

e nunca cansar


meu sorriso largo

fica sem jeito

e meu coração explodindo


grita...


AMO AS PALAVRAS!!







segunda-feira, 25 de outubro de 2010

...

Há sempre aquele tédio confuso de dias anteriores.

Aqueles espasmos chatíssimos que ocorrem quando

amamos demais.

Uma dor que Enlaça outra

Veias da solidão.

Há sempre aqueles olhares atônitos

Aqueles pequenos grandes instantes

Que vivem mesmo antes de serem gerados

Amor, Tédio e Morte

Traços de imperfeição.



No passo do Tempo eu vou
dos meses, dos dias, das horas...



Samuel Lima

domingo, 3 de outubro de 2010

...

avarento o vento
pedras nuas também estremecem
sob meus pés

dor infinda até na pele

sinto saudade da chuva que me acalmava
e o frio que me embebia como vinho suave

só teu olhar transparente pode me salvar
dessa inquietude eterna

anjo triste,

não me deixe assim...



rejane tach

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

...e sob a lua

daquele mês
jurei te amar como nunca amei ninguém

os movimentos da tua fisionomia dançam nos meus olhos

nunca mais é o pensamento !

Meu amanhecer sonha com teus dedos deslizando os papéis

e...

meu embaraço me torna boba

talvez por ti ainda chore um dia,




Tenho saudades!




rejane tach

terça-feira, 31 de agosto de 2010

...

Fibras rebentadas do peito
saudade
vinho seco

sentimento de seca
tudo seco

Gloria a Deus nas alturas
e a gente aqui
no seco da seca
vinho suave


" alvacentos clarões que as flores bebem

- não vês, Solfieri, ali da estrada em meio
Um defundo estendido? "

... é a vida...


rejane tach

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Então

Me deparei com aquele vazio
Não sei mais onde posso pisar


O céu canta longe e um rumor solitário tenta acordar
Em mim
Um qualquer coisa


Fendas espiadas nas primeiras horas da noite
Me causam
Pavor.


Me procuro aqui e ali
Confesso minha devoção por mim



Dor!



Não consigo mais...




Rejane Tach

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Força



nas colheitas escassas dos tempos


tantos sins e nãos...


Tardes empoeiradas


e sob gelos matianais



fomes...
mas,

Amar por toda vida


sem ser


apenas um


e


por cem ou mais séculos



um amontoado de carinhos


vazando por todos os lados...



Vocês na minha vida!





rejane tach



desprezível...

um seco na boca
quem dera reencontrar o elo
Dias em vão...
se tateio não sinto
é meu negro sentido
gritando
Infinito me abraça!
Cadê você?
...
rejane tach

terça-feira, 27 de julho de 2010

físsil









tá" tudo tão "difácil"
"tá" tudo tão difícil
tudo seria mais fácil
senão fosse
assim tão " físsil"!
é tão cruel a espada,
é tão mosntruoso o míssil
tudo seria mais fácil
se não fosse
assim tão físsil!
ó! doce manga dócil!
ó! duro osso fócil!
tudo seria mais fácil
se não fosse
assim tão físsil!









Antonio Sodré

sexta-feira, 23 de julho de 2010

ZAZUÁR

ZAZUO
ZAZUAS
ZAZUA
ZAZUAMOS
ZAZUAIS
ZAZUAM
vai lá...
rejane tach

sábado, 3 de julho de 2010

Sempre...

que ando nas nuvens
tomo pedaços de estrada
nas mãos...


Sob os pés,

Minha densa vontade de viver...



Rejane Tach

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Fanatismo



Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Dua boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."


Florbela Espanca


Florbela não se intimidou aos críticos literários de 1862 com suas palavras torpes, de que mulheres não poderiam deixar aflorar seus desejos num papel... Que às mulheres caberia tão somente falar de maternidade, amor eterno e matrimônio... Ah pobres homens da nossa literatura!!! Mal sabiam eles o que viria pela frente... Uma Cecília, uma Clarice, uma Marilza, uma Lucinda... e quantas outras mais?
Ufaaa!!! Que bom que Florbela, Francisca, Gilka e a Julia começaram...pra nunca mais parar!!
Rejane Tach

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Na passarela..STUDIO B











a música gritou

nas cordas vivas




da alma























passos firmes de sabedoria



mesclaram com luz

o dia
















a noite soberba obscura





MORRE...



TUDO É POESIA!




CHIAROSCURO da vida!!!
rejane tach
























domingo, 6 de junho de 2010

Na manha do meu níver.. surpresa da Pati...Obrigada filha...tbém te amo.


SIMPLES ASSIM
ELA..



… sempre foi mãe e pai ao mesmo tempo. Tenho certeza que muitas vezes, cansada, pensou em desistir, mas nunca o fez, muito pelo contrário, tirava forças não sei de onde para continuar firme e forte, lutando para nos dar o melhor que podia, e ela conseguiu… nos deu o melhor exemplo de perseverança, respeito, dedicação e amor. Crescemos com humildade e infinito carinho.

Transbordo de orgulho pela mulher forte e incrível que é minha mãe, uma artista, professora e poetisa maravilhosa, mais que isso… um ser humano que possui a humildade e a beleza dentro do coração!

Com certeza hoje o dia amanheceu mais belo e A Vida é Boa… Parabéns!!!

TE AMO!!!


PATI



sábado, 29 de maio de 2010

...








Vi teu olhar correndo



Seco

Sobre campinas de hortelã

Tua alma forte escorregadia

Encontrava os cheiros acordados do céu...

Vi

Sem querer

Tua boca cega aberta

Tentando beijar a terras empoeiradas

Cobertas de cores mortas




Um sopro sutil nas cores do mundo...




e teus pés sonâmbulos buscando por mim...







Rejane Tach

terça-feira, 18 de maio de 2010

TODA VEZ QUE ME PROCURO

Pollyanna Tach







me encontro
nas asas do meu anjo.

Não existe silêncio perverso,
mas gargalhadas
soltas no ar...

Na profundidade do riso
seu olhar!

É música que ouço
e não a comparo

porque

A s palavras de mim
nascem de você.




Rejane Tach

sábado, 8 de maio de 2010

Quando



seus olhos
olhavam por mim
nos embalos silenciosos da noite
minha febre sumia


Meus pecados foram segredos
e até hoje o são
mas sua sensatez me fazia acreditar
que eu era legal...


Saudade!

Aquela blusa
A bolsa de palha
Os abraços
Mãos coladas
Idas e vindas
Noites infindas

E

Você indo embora...

Um nunca mais ficou por aqui
e aquele nó na garganta
que não se desfaz.






Mãe, sei que de algum lugar, você ainda olha por mim...


Rejane Tach

domingo, 2 de maio de 2010

Meus quadris...









num vai


e vem levemente



Abusados




Balançam seus olhos

Despertando um vendaval




De desejos



E



A saliva faz -se na boca doce

No noturno das cores ...

Sinto escorrer pelas pernas um suor

Salgado que misturados à sua avidez

Tornam a noite mais longa...

Estreito-me no seu cheiro e caio

Embriagada rompendo um silêncio

Na sua boca ativa quimicamente perturbadora





E me adapto

Pra você...

Nos meus quadris...




Rejane Tach

Sinônimos ... do Zé...










Quanto o tempo o coração, leva pra saber
Que o sinônimo de amar é sofrer
No aroma de amores pode haver espinhos
É como ter mulheres e milhões e ser sozinho
Na solidão de casa, descansar
O sentido da vida, encontrar
Ninguém pode dizer onde a felicidade está

O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar

Quem revelará o mistério que tenha fé
E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso
Quem tem amor na vida, tem sorte
Quem na fraqueza sabe ser bem mais forte

Ninguém sabe dizer onde a felicidade está
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar

O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar

Sinônimo de amor é amar
Sinônimo de amor é amar

O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar

Quem revelará o mistério que tem a fé
E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso

O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônino de amor é amar


Sinônimos ...do Zé...










Quanto o tempo o coração, leva pra saber
Que o sinônimo de amar é sofrer
No aroma de amores pode haver espinhos
É como ter mulheres e milhões e ser sozinho
Na solidão de casa, descansar
O sentido da vida, encontrar
Ninguém pode dizer onde a felicidade está

O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar

Quem revelará o mistério que tenha fé
E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso
Quem tem amor na vida, tem sorte
Quem na fraqueza sabe ser bem mais forte

Ninguém sabe dizer onde a felicidade está
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar

O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar

Sinônimo de amor é amar
Sinônimo de amor é amar

O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônimo de amor é amar

Quem revelará o mistério que tem a fé
E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso

O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar o seu segredo
Sinônino de amor é amar

domingo, 25 de abril de 2010

ESTAVA




... eu
no meu dia atribulado, sol escaldante, mil coisas, como sempre...
Preguiça e raiva se fundindo em meio ao alvoroço do trabalho. Eis que num súbito de curiosidade poética ( o que sempre sinto , de minuto em minuto), em ler blogs ... decido! Abro minha caixa de e-mail e me vem aos olhos muitas letrinhas... Ah que letras estupendas do mestre, o KARA, como eu o chamo cá comigo.

Um não... O poema!

Pronto, vai -se o sol escaldante, a raiva, a preguiça, o marasmo, a turbulência...
E leio e releio...

Então compartilho, a sabedoria, sensibilidade, palavras em conexão com alguns cabelos brancos, um coração experiente na vida e nas páginas... No saber intimamente ligado ao pouquinho que nós maduros já sabemos... Amar incondicionalmente sem esvair-se de consciência e grandeza...


Obrigada Professor Dante Gatto, por você existir!








POEMA DE AMOR NA MATURIDADE




O tempo foi desfazendo as feridas

E a vida tomou seu rumo implacável

na hora medida pela fuga.

Manhãs e tardes têm cheiro de papel,

As noites já não são promessas do oriente,

Tenho medo de mim...

O meu quarto escuro e a Bahia de Guanabara

Não emprestam mais diverso sentido

E a morte se acomoda nos meus sonhos mais íntimos

Como uma promessa de eternidade.

No calor das madrugadas mato-grossenses

Tento sentir a resposta dos meus membros cansados,

Mas sinto que já apodreço

Em detrimento do teu amor.

Não me queira mais,

Não me queira mais,

Já que não tenho seiva para florescer na primavera dos teus sonhos.

O meu amor não tem a matéria da fome,

A fome dos homens.

O meu amor tem a leveza de

Uma manhã cinza que deu em chuva

Em que as pessoas saem de casa

Mesmo que inutilmente.

Amo-te com a febre da renúncia,

Amo-te apesar,

Amo-te apenas,

Amo-te simplesmente...

Amo-te com a clareza que só existo

Para morrer no teu destino.




DANTE GATTO







domingo, 18 de abril de 2010

Soneto decicado ao "REI" - tor... da Unemat

Eis que declina o herói da vil cultura-
Unemat, o magnífico pateta,
um modelo incorrigível de esteta
de infame e inaceitável estrutura.

Fechou-se numa feroz amadura.
No fundo, escravidão absurda e abjeta...
de uma vida que nunca se completa
porque nasceu na fresca sepultura.

Ignorou absurdas contradições,
absorveu infinitas maldições,
insistindo em bater nas mesmas teclas.

E permaneceu cego à luz do fanal
e se tornou a encarnação do mal
sintetizando o ideal dos seus asseclas.




Dante Gatto

quinta-feira, 15 de abril de 2010

não é lamentável...

É REPUGNANTE!!
O QUE ASSISTO TODOS OS DIAS QUANTO À SAÚDE PÚBLICA DA NOSSA CIDADE...
E
AO QUE OUÇO E VEJO DENTRO DA UNEMAT...

DO QUE EU ESPERAVA DE TUDO ISSO DESDE QUE CHEGUEI AQUI...

MEUS PÊSAMES!!


REJANE TACH

segunda-feira, 12 de abril de 2010

URGÊNCIA

e precisão
meta
Esquecer!
Rejane Tach

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sim...




O âmago
das minhas convicções

está soterado...



Rejane Tach

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Não acredito

em nada
E

Essa súbita audácia

de querer...

acaba comigo




Que fragilidade sinto

quando olho pra você

misturado aos meus papéis

sem mistura-se ao meu suor


Com o vento

deslizam palavras

ásperas

e uma espera louca de consumir-me

com ira

naquela relva macia

que só existe no meu sonho


Se vou embora pra Pasárgada

espero levar seu jeito

seu beijo...


Inquietude sem você

Nada sou ...


Acaba-se a inspiração.




Rejane Tach

sábado, 27 de março de 2010

...




Pavor do mundo


com meu corpo padecendo sozinho








A todo instante tua imagem em mim


e


a ausência grita: - Quero ... te quero !




E só...




Um silêncio triste


entre nós...




Por que?






Se te gosto tanto...






Rejane Tach





segunda-feira, 22 de março de 2010

Sonhei...









com tua mão segurando a minha

perto daquela lagoa



Vi de perto teu rosto

por entre os verdes do lugar



Senti quente o teu abraço







Chorei...






Rejane Tach

domingo, 21 de março de 2010

Ainda




Quero sem palavras dizer alguma coisa


Fôlego escasso


E


Na penumbra do meu cérebro


Sinto sede também




São poucos e longos dias




Inverno de palavras


Meu recinto secreto.




Enquanto isso as ondas do meu coração ladrando


Como cães


Sucumbem




Agora e sempre...




Demais a vida!




geométrica, contada, milimétrica...



Tenho uma aurora da manhã


Um gosto


A volúpia da espera




Meu profeta está morto!


“ Faz jorrar teu coração como água, ao conspeito do Senhor”





E agora?







Rejane Tach






sábado, 20 de março de 2010

Agora








quero
tua voz envolvendo meu amanhecer
suspirar teu cheiro e respirar ternura...



Deita no meu colo e adormece
quero amar teus olhos
porque
é impossível te esquecer
e
ouvindo os sertanejos
no outono vou ficar
dançando com teu corpo
sem pretextos pra te deixar...



É onírico?


Não sei...

Mas


Sinto o gosto do beijo de quero mais
ou de paixão
também não sei...

Não me esquece não (...)



É minha imaginação que não dorme
porque

se tenho saudade

é impossível te esquecer.




Rejane Tach

quarta-feira, 17 de março de 2010

...

você...

eu...
Rejane Tach

sábado, 13 de março de 2010

Meu corpo...


na distância de ti

arde

Escondo-me num recinto de solidão

E te sonho aqui inteiro

Acariciando teus cabelos úmidos,

No teu olhar quero quebrar meu mundo

Silencioso

E dizer que te amo como ninguém...






Mostrar-te minhas sedas

E sob os sons dos violinos amar-te

até perder-me de mim







Fico sonâmbula entre os abismos do real


Mas

Sinto na boca teu suor

Ouço teu gemido carinhoso

E não há mais nada a minha volta

É minha dormência nos teus braços

Que sussurra...

Pois sou tua

E,

durmo no teu berço lírico

Todas as noites.







Do livro A vida é boa







Rejane Tach

quinta-feira, 11 de março de 2010

O VALE MÓRBIDO...


do teu coração

Não encanta mais

Minha memória...



Uma cova ampla

Vem-me à mente!





Será para mim

Algo tão distante

Como o céu que não alcanço



Será...

Uma compaixão em meu ser

Apenas...



Abalos mortos do teu peito

Balançando flores secas !

Assim guardar-te-ei

Cautelosamente

Em meus sentimentos

Para sempre...

Sem saudades...






Do livro A vida é boa



Rejane Tach

segunda-feira, 8 de março de 2010

GRANDE MULHER...


MINHA MÃE

SAUDADES...





Rejane Tach


domingo, 7 de março de 2010

...


Na pele sintomas cansados

os cabelos secos sem prefumes

colados à nuca nunca tiveram bons tratos

nas mãos uma canseira incomodada

vontade louca de ter aquele vestido



Um batom velho sobre a mesa denuncia a pressa

de ainda dar tempo...



Os braços delineados são resultados de luta

pela comida do dia





Da alma...



Não existe peito mais calejado

Não existem pés mais rachados

Não existe um coração mais forte sob a réstea do sol



Há uma angústia parada

Vontade

Um choro absoluto contido,



Daria tempo?



Um trono imaginário de rendas...



O duelo com a sorte



E



Dentro dela, a MULHER!







Rejane Tach

sexta-feira, 5 de março de 2010

...








toda minha minha vida só consegui amar você...


Dizem que


se ama até a hora da morte,


eu não


amarei mesmo depois dela...








Rejane Tach

quinta-feira, 4 de março de 2010

POETIZAR E MODAR...

POIS É....

VAI LÁ NO http://zazuando.tumblr.com/

PRA SE DELICIAR...

BJO

REJANE TACH

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

MAS...











num súbito de recordações

vi teu rosto

brando

e como as orgias do mar revolto

senti sangrar meu peito...



Ressurge a saudade

e

nunca tive teu ser... nunca !



Rasgo meu sentimento infernal em mil pedaços

como rasguei poesias



Sou alguém apenas

que passou inexistente pelos teus olhos

e me devoro inconformada até Deus me querer...





No meu parque de rosas nasceram espinhos

e os perfumes são iras



Não posso explicar como, mas minha volúpia inerte

está



Tenho sede de incêndios!



...



mas morri.



Rejane Tach



terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

SEMPRE


quis esmagar uma fileira de formigas

balançar-me nos verdes do vento

saudar a terra e ter no meu corpo o perfume dela





Ascender meu espírito e genuinamente gargalhar

até a exaustão...





Olhar minha sombra na grama talhada livre

representando somas de ser





Tragar nuanças da natureza deslizando nas linhas do chão

e cantar...





Cantar tão alto que só os pássaros pudessem me entender!





Com as gotas do orvalho invisível saciar a sede





Da minha alma solitária





não me lembraria...





E





se pudesse nos acordes do vento deitaria





pra sempre sem ruídos malignos





dormiria.






Rejane Tach
















terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

HOJE








o céu tem rasgos azuis,




sou ingênua quando olho pra ele

os cheiros de hortelã

espalhado nos meus sentimentos

me desapontam...


Posso me sentir um túmulo branco

uma névoa


mas...



dentro do meu peito mora a lascívia

quero beijos ardentes

uma química de inéditos

e tua camisa nas minhas mãos...


Que importa o mundo agora?


se me recordo de todos detalhes do teu corpo



e



é nele que quero morrer


com meus dedos convulsos sentir mais uma vez...



Rejane Tach




terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

EU SOFRIA...

rasgando a fronte com as unhas
e minha consciência tremendo
percorria
meu corpo
eloquência...
Como não morrer assim?
Prematura ilusão?
Não !
Meu sonho desfeito...
Rejane Tach

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

MEU SENTIDO

timidamente tive vontade de beijar tua alma
depois tua boca
e teu corpo todo...
obscuridade
e
minha pretenção aguçada pela tua ousadia
que sempre amei...
leve-me no teu embalo de ...
Rejane Tach

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

VIVO SÓ...







E

me basta o infinito

agora

cerro os olhos

pra não ver a saudade

rastejando do meu lado...




Rejane Tach

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Viver



tornou-se obrigação para o meu corpo depois que fiquei doente. Eu tinha sim a obrigação de viver, de carregar um coração pulsando forte para provar a mim mesmo que eu era capaz de vencer e ficar aqui junto aos meus, sem a doença que me calejava a alma.
Até contava, em um ano fizemos 24 viagens eu e minha mãe. Meu tratamento foi difícil, passei por momentos de extremo desespero em que perdi os sentidos, sem entender o que eu estava vivendo, precisava das minhas forças - que eu desconhecia - mas eu tinha as da minha família que jamais me abandonou. Minha mãe foi a força inabalável que me segurou as mãos nas minhas crises de revolta e medo, ela sentiu comigo todas as dores que senti.
Nunca consegui entender o grau de sacrifício que se precisa para alcançar a plenitude da vida. Mas há batalhas que só a gente vence, e naquele hospital frio a saudade de todos lá de casa me apertava o coração. Durante o dia eu olhava da janela imensa e úmida daquele hospital minha mãe lá em baixo. Eu odiava aquela janela, ela me separava da minha força, dos braços quentes da minha mãe. Eu chorava com as mãos coladas na janela, ela chorava segurando a sacolinha de pães doces que comprava para meu café da manhã. Ela era proibida de entrar naquela ala do hospital que eu estava internado...

Parte da minha próxima obra que conta a história real de alguém que viveu aqui, alguém que sofreu as dores e o preconceito de ter Aids...

Rejane Tach