terça-feira, 13 de setembro de 2011

MÃOS



Sozinhas tateiam o ar

Por vezes

Procuram qualquer coisa

Não mentem em seus movimentos

Sentem mais que profundamente

um pulsar

Molhadas ternas

Embriagam-se no toque

Do quente

Do frio...

Nervosas se agitam e se escondem

Com medo de descobertas

Se curvam,

Entrelaçadas sensuais nos desejos

e

Tão tímidas quanto lentas

nas faces solitárias

Repousam o suor fresco na juventude...

Secas adormecem velhas...

As mãos.


Rejane tach

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