domingo, 17 de abril de 2011
Hoje e
quero lembrar tuas palavras amargas
e meu corpo dolorido tanto quanto a minha alma...
Devaneios imbecis
talhos no peito com feridas
bem abertas pra sempre!
Vozes tristes na noite e meu choro surdo
aos teus ouvidos
porque não era amor...
eu sabia.
Grito no escuro e minha alma padece
porque meu coração amou sim...
Nas sombras que estão por aqui
minha vida sozinha se apaga
nos lamentos de todos dias que vêm...
Não há razão pra chorar
são iras contidas pela vida
o que vou levar...
O resto,
não mais importa!
rejane tach
segunda-feira, 11 de abril de 2011
DEITO

...contigo no chão do mundo
Aqueço-te aos poucos...
Dou-te o meu sorriso
Meus olhos já te pertencem...
Abraço-te no frio lunar
E bebo em tua boca minha vida!
Mato-te a sede na secura dos desertos
E transfiguro-me criança
Para chorar contigo se precisar...
Aprendo a viver devorando o pecado
E te aceito, meu deus!
Transbordo teu cálice
E acordo-me todos os dias tua
Sem medo!
Amo-te hoje...
Não sei amanhã...
REJANE TACH
sábado, 2 de abril de 2011
AMOR...

sempre acreditei que ele pudesse existir...
sobre a terra...
pelas estradas de cada um
nos rumos incertos
nas vozes
Dentro de mim...
rejane tach
Pra Você
Eu quero ser pra você
A alegria de uma chegada
Clarão trazendo o dia
Iluminando a sacada
Eu quero ser pra você
A confiança, o que te faz
Te faz sonhar todo dia
Sabendo que pode mais
Eu quero ser ao teu lado
Encontro inesperado
O arrepio de um beijo bom
Eu quero ser sua paz a melodia capaz
De fazer você dançar
Eu quero ser pra você
A lua iluminando o sol
Quero acordar todo dia
Pra te fazer todo o meu amor
Eu quero ser pra você
Braços abertos a te envolver
E a cada novo sorriso teu
Serei feliz por amar você
Se eu vivo pra você
Se eu canto pra você
Pra você
sexta-feira, 1 de abril de 2011
DISCURSO
... de formatura proferido pelo licenciado Clairton José Weber em nome das turmas de Letras e Ciências Biológicas da Unemat, no dia 14/02/2011.
Professor Andriano Silva, Magnífico Reitor da Universidade do Estado de Mato Grosso;
Professor Sérgio Baldinotti, Coordenador do Campus da UNEMAT em Tangará da Serra
Professora Elizete Dall’Comune Hunhoff, Chefe do Departamento de Letras;
Professor Josué Ribeiro da Silva Nunes Chefe do Departamento de Biologia;
Senhores da mesa,
Colegas,
Senhoras, senhores...
Dos 40 acadêmicos selecionados no vestibular 2007/01 do curso de Letras apenas 25% está concluindo o curso hoje. Alguns dos que ficaram pelo caminho ainda vão concluir seus estudos é bem verdade. Mas, o que queremos dizer é que esse percentual está intrinsecamente ligado ao ensino rigoroso, aos professores exigentes e a uma universidade realmente comprometida com a formação dos profissionais. Enfim, são muitas as questões envolvidas no processo de construção de um educador. Mencionamos, inclusive, a grande quantidade de recursos empregados pela sociedade ao longo desses quatro anos... Percebemos que ainda há muito que fazer... Quantos pais passam noites inteiras numa fila para garantir a matrícula dos seus filhos em boas escolas (porque são poucas as boas escolas neste país). Hoje os pais vivem a vida dos filhos... E o sucesso destes, está diretamente ligado ao trabalho dos profissionais que hoje estão concluindo seus estudos... O fato é que a responsabilidade está nos ombros dos educadores e... os louros não lhes são oferecidos. Não é mesmo professor???... Mas não importa, quando o trabalho é bem feito, o resultado aparece, ainda que tardio. O que pretendemos destacar aqui é que a sociedade reluta em valorizar o profissional que é indiscutivelmente a base da formação intelectual e moral do ser humano...
A vida é um círculo. Este é um momento de transição, da vida acadêmica para a vida profissional. Para que saibam, estamos cientes do nosso papel, da nossa função na sociedade, pois tivemos uma boa formação. Nós acreditamos na educação. Sabemos que sala de aula é coisa séria: um professor deve ter conhecimento, saber inclusive como apagar um quadro (que não é de qualquer jeito, é com movimentos leves de cima para baixo. Quem disse que isso não é importante?, E sabemos principalmente que, por mais que a conversa com a turma da sala esteja boa, sabe aquela fofoca entre professor e aluno? devemos voltar ao texto. Vejam bem, vejam bem, o que eu quero dizer é que não podemos nos dispersar; mas se o assunto for muito importante, vale a lei do coxicho, mesmo porque, se nós não fizermos um acordo com a turma, é bem provável que vivamos um inferno de Dante...
Chegou a hora dos agradecimentos: lembremos primeiramente de Deus, dos nossos pais e familiares, dos professores, dos colegas e de todos aqueles que, de alguma forma, cruzaram nosso caminho ao longo desses quatro anos. Muito obrigado.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Eras mortas
Meu corpo dói em sequidão
Envolto aos lírios ...lírios...
O vaso cai na matutina demência
Me acorda...
De que?
Roço-lhe o espírito
Apático
Como o meu
Insóbria a pálpebra emudece com os lábios
Secos
É um movimento perpétuo de vazio
Que estou contando...
Entenda...
Rejane Tach
segunda-feira, 14 de março de 2011
Doce paixão da minha história...
quarta-feira, 9 de março de 2011
Sinto -me
... agora incapaz de caminhar ao encontro dos meus anseios, tenho comigo que as noites longas ainda permanecem remetendo meus braços ao nada. Sem barulhos nem nuanças, meu coração inerte assume a postura da morbidez. Falta um ponto de apoio, algo que pudesse transcender o horizonte da minha alma...e... com as janelas fechadas tento ouvir os pássaros da noite sobrevoando meu canto...
Apenas um olhar de treva olhando os olhos do mundo...mas.. quando meu corpo estiver irreconhecivelmente adormecido tua imagem me buscará...todos os esforços serão compensados e não haverá mais distância...nem dor...nem solidão. Beberemos juntos o encanto das bocas molhadas, e o universo com substâncias de lua será nossa casa.
Anda noite...anda longamente nos meus seios úmidos!! Pois quero sentir a mesma chuva que te molha, no meu corpo também, até que os vales adormecidos gritem comigo teu nome ...
Ouvirei vagamente os sons carinhosos dos teus movimentos em mim...lindo amor...
Acordo no limbo da existência...
Pobre amor!
Rejane Tach

