sexta-feira, 1 de abril de 2011

DISCURSO

... de formatura proferido pelo licenciado Clairton José Weber em nome das turmas de Letras e Ciências Biológicas da Unemat, no dia 14/02/2011.





Professor Andriano Silva, Magnífico Reitor da Universidade do Estado de Mato Grosso;

Professor Sérgio Baldinotti, Coordenador do Campus da UNEMAT em Tangará da Serra

Professora Elizete Dall’Comune Hunhoff, Chefe do Departamento de Letras;

Professor Josué Ribeiro da Silva Nunes Chefe do Departamento de Biologia;

Senhores da mesa,

Colegas,

Senhoras, senhores...

Dos 40 acadêmicos selecionados no vestibular 2007/01 do curso de Letras apenas 25% está concluindo o curso hoje. Alguns dos que ficaram pelo caminho ainda vão concluir seus estudos é bem verdade. Mas, o que queremos dizer é que esse percentual está intrinsecamente ligado ao ensino rigoroso, aos professores exigentes e a uma universidade realmente comprometida com a formação dos profissionais. Enfim, são muitas as questões envolvidas no processo de construção de um educador. Mencionamos, inclusive, a grande quantidade de recursos empregados pela sociedade ao longo desses quatro anos... Percebemos que ainda há muito que fazer... Quantos pais passam noites inteiras numa fila para garantir a matrícula dos seus filhos em boas escolas (porque são poucas as boas escolas neste país). Hoje os pais vivem a vida dos filhos... E o sucesso destes, está diretamente ligado ao trabalho dos profissionais que hoje estão concluindo seus estudos... O fato é que a responsabilidade está nos ombros dos educadores e... os louros não lhes são oferecidos. Não é mesmo professor???... Mas não importa, quando o trabalho é bem feito, o resultado aparece, ainda que tardio. O que pretendemos destacar aqui é que a sociedade reluta em valorizar o profissional que é indiscutivelmente a base da formação intelectual e moral do ser humano...

A vida é um círculo. Este é um momento de transição, da vida acadêmica para a vida profissional. Para que saibam, estamos cientes do nosso papel, da nossa função na sociedade, pois tivemos uma boa formação. Nós acreditamos na educação. Sabemos que sala de aula é coisa séria: um professor deve ter conhecimento, saber inclusive como apagar um quadro (que não é de qualquer jeito, é com movimentos leves de cima para baixo. Quem disse que isso não é importante?, E sabemos principalmente que, por mais que a conversa com a turma da sala esteja boa, sabe aquela fofoca entre professor e aluno? devemos voltar ao texto. Vejam bem, vejam bem, o que eu quero dizer é que não podemos nos dispersar; mas se o assunto for muito importante, vale a lei do coxicho, mesmo porque, se nós não fizermos um acordo com a turma, é bem provável que vivamos um inferno de Dante...

Chegou a hora dos agradecimentos: lembremos primeiramente de Deus, dos nossos pais e familiares, dos professores, dos colegas e de todos aqueles que, de alguma forma, cruzaram nosso caminho ao longo desses quatro anos. Muito obrigado.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Eras mortas



Meu corpo dói em sequidão

Envolto aos lírios ...lírios...

O vaso cai na matutina demência

Me acorda...

De que?

Roço-lhe o espírito

Apático

Como o meu

Insóbria a pálpebra emudece com os lábios

Secos

É um movimento perpétuo de vazio

Que estou contando...

Entenda...







Rejane Tach

segunda-feira, 14 de março de 2011

Doce paixão da minha história...






Paralisação de movimentos
Frio e calor...
Imperativa vontade
Medo e loucura...

Ternura jorrando lágrimas

e

no quarto teus dedos penetram meus cabelos...


Desvarios!


Rejane Tach

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sinto -me

Pollyanna Tach





... agora incapaz de caminhar ao encontro dos meus anseios, tenho comigo que as noites longas ainda permanecem remetendo meus braços ao nada. Sem barulhos nem nuanças, meu coração inerte assume a postura da morbidez. Falta um ponto de apoio, algo que pudesse transcender o horizonte da minha alma...e... com as janelas fechadas tento ouvir os pássaros da noite sobrevoando meu canto...

Apenas um olhar de treva olhando os olhos do mundo...mas.. quando meu corpo estiver irreconhecivelmente adormecido tua imagem me buscará...todos os esforços serão compensados e não haverá mais distância...nem dor...nem solidão. Beberemos juntos o encanto das bocas molhadas, e o universo com substâncias de lua será nossa casa.

Anda noite...anda longamente nos meus seios úmidos!! Pois quero sentir a mesma chuva que te molha, no meu corpo também, até que os vales adormecidos gritem comigo teu nome ...

Ouvirei vagamente os sons carinhosos dos teus movimentos em mim...lindo amor...

Acordo no limbo da existência...

Pobre amor!

Rejane Tach

SÓ UM CAFÉ


Clairton Weber 12/03/2008

O ar puro das manhãs me agrada

Contrasta com as tardes cinzentas e poluídas do crepúsculo vespertino

Sim. O romper da aurora tem sua magia.

É belo em qualquer lugar.

Até aqui.

Prefiro as madrugadas, mesmo que tragam consigo as vicissitudes e a miséria dos homens. Sim, meu caro Dante.

Vou falar sobre a miséria humana.

Ele pede algumas moedas.

Ainda que tivesse varado a noite alcoolizado ou mais,

Agora só quer um café.

Música ruim, cerveja quente, travestis e prostitutas

Certamente foram sua companhia na noite passada.

Ele só quer um café.

Magro, sujo, mal vestido

Que cheiro horrível.

Penso em dispensá-lo servindo-lhe algum dinheiro

Não vale a pena ouvir sua história.

Tampouco oferecer ajuda,

Nada muda.

É a miséria humana professor.

Victor Hugo me vem à memória agora,

Que hora!

Hoje cada qual escreverá mais um capítulo da sua vida

Bom, ruim, interessante, enfadonho, muito especial...

Como será?

Continuaremos sendo miseráveis.

O jornal traz notícias alvissareiras,

Também notícia de morte.

Alguns tem melhor sorte.

A bolinha quica hora cá ora acolá

Torpedeada pelas raquetes insensíveis.

E ele só queria um café.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

LITERATURA...

AOS QUE ACREDITARAM NO MEU TRABALHO...OBRIGADA


http://tangaracultura.blogspot.com/2010/01/premio-destaque-2009-tangara-cultura.html




Rejane Tach

domingo, 16 de janeiro de 2011

No cenário






...de um bêbado

Submarino

Vive um morto

Anjo ambulante que não acaba

Nem se encontra

São bocas de silêncio

Vivendo fugas dançantes

andanças

Em qualquer rua




Tal qual Rei de Sonho!





Rejane Tach