
Paralisação de movimentos
Frio e calor...
Imperativa vontade
Medo e loucura...
Ternura jorrando lágrimas
e
no quarto teus dedos penetram meus cabelos...
Desvarios!
Rejane Tach
... agora incapaz de caminhar ao encontro dos meus anseios, tenho comigo que as noites longas ainda permanecem remetendo meus braços ao nada. Sem barulhos nem nuanças, meu coração inerte assume a postura da morbidez. Falta um ponto de apoio, algo que pudesse transcender o horizonte da minha alma...e... com as janelas fechadas tento ouvir os pássaros da noite sobrevoando meu canto...
Apenas um olhar de treva olhando os olhos do mundo...mas.. quando meu corpo estiver irreconhecivelmente adormecido tua imagem me buscará...todos os esforços serão compensados e não haverá mais distância...nem dor...nem solidão. Beberemos juntos o encanto das bocas molhadas, e o universo com substâncias de lua será nossa casa.
Anda noite...anda longamente nos meus seios úmidos!! Pois quero sentir a mesma chuva que te molha, no meu corpo também, até que os vales adormecidos gritem comigo teu nome ...
Ouvirei vagamente os sons carinhosos dos teus movimentos em mim...lindo amor...
Acordo no limbo da existência...
Pobre amor!
Rejane Tach
Clairton Weber 12/03/2008
O ar puro das manhãs me agrada
Contrasta com as tardes cinzentas e poluídas do crepúsculo vespertino
Sim. O romper da aurora tem sua magia.
É belo em qualquer lugar.
Até aqui.
Prefiro as madrugadas, mesmo que tragam consigo as vicissitudes e a miséria dos homens. Sim, meu caro Dante.
Vou falar sobre a miséria humana.
Ele pede algumas moedas.
Ainda que tivesse varado a noite alcoolizado ou mais,
Agora só quer um café.
Música ruim, cerveja quente, travestis e prostitutas
Certamente foram sua companhia na noite passada.
Ele só quer um café.
Magro, sujo, mal vestido
Que cheiro horrível.
Penso em dispensá-lo servindo-lhe algum dinheiro
Não vale a pena ouvir sua história.
Tampouco oferecer ajuda,
Nada muda.
É a miséria humana professor.
Victor Hugo me vem à memória agora,
Que hora!
Hoje cada qual escreverá mais um capítulo da sua vida
Bom, ruim, interessante, enfadonho, muito especial...
Como será?
Continuaremos sendo miseráveis.
O jornal traz notícias alvissareiras,
Também notícia de morte.
Alguns tem melhor sorte.
A bolinha quica hora cá ora acolá
Torpedeada pelas raquetes insensíveis.
E ele só queria um café.
... é dia de nascer de novo. Te desejo uma fé enorme. Em qualquer coisa, não importa o quê. Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias. Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a idéia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz. As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa. Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma. Certo, muitas ilusões dançaram. Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2011 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Que seja bom o que vier, pra você.
Tiago Jara