quarta-feira, 9 de março de 2011

SÓ UM CAFÉ


Clairton Weber 12/03/2008

O ar puro das manhãs me agrada

Contrasta com as tardes cinzentas e poluídas do crepúsculo vespertino

Sim. O romper da aurora tem sua magia.

É belo em qualquer lugar.

Até aqui.

Prefiro as madrugadas, mesmo que tragam consigo as vicissitudes e a miséria dos homens. Sim, meu caro Dante.

Vou falar sobre a miséria humana.

Ele pede algumas moedas.

Ainda que tivesse varado a noite alcoolizado ou mais,

Agora só quer um café.

Música ruim, cerveja quente, travestis e prostitutas

Certamente foram sua companhia na noite passada.

Ele só quer um café.

Magro, sujo, mal vestido

Que cheiro horrível.

Penso em dispensá-lo servindo-lhe algum dinheiro

Não vale a pena ouvir sua história.

Tampouco oferecer ajuda,

Nada muda.

É a miséria humana professor.

Victor Hugo me vem à memória agora,

Que hora!

Hoje cada qual escreverá mais um capítulo da sua vida

Bom, ruim, interessante, enfadonho, muito especial...

Como será?

Continuaremos sendo miseráveis.

O jornal traz notícias alvissareiras,

Também notícia de morte.

Alguns tem melhor sorte.

A bolinha quica hora cá ora acolá

Torpedeada pelas raquetes insensíveis.

E ele só queria um café.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

LITERATURA...

AOS QUE ACREDITARAM NO MEU TRABALHO...OBRIGADA


http://tangaracultura.blogspot.com/2010/01/premio-destaque-2009-tangara-cultura.html




Rejane Tach

domingo, 16 de janeiro de 2011

No cenário






...de um bêbado

Submarino

Vive um morto

Anjo ambulante que não acaba

Nem se encontra

São bocas de silêncio

Vivendo fugas dançantes

andanças

Em qualquer rua




Tal qual Rei de Sonho!





Rejane Tach

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Amanhã

... é dia de nascer de novo. Te desejo uma fé enorme. Em qualquer coisa, não importa o quê. Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias. Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a idéia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz. As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa. Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma. Certo, muitas ilusões dançaram. Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2011 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Que seja bom o que vier, pra você.



Tiago Jara

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

vi





de tão perto teus braços
e longe deslumbrei
a saudade e um nunca diltando-me os sentimentos


confusos


Iraaaaaaa desmedida num coração quase torpe!!!

Sou eu sim, que te ama assim!

e...


renasce simplesmente de cinzas mais que soterradas...


...é a tua delinquência me atormentando!!



Rejane Tach

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

toda vez...






que me olho no espelho

não reconheço a sombra que vejo...


O calafrio mudo da minha alma

espia com medo meus movimentos.



Vou e vou andando em mim

escancaro uma vontade

e

morro de novo ...


rejane tach

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

...

Sonolência mansa
minha vida invade;
Que durma a esperança
E durma a vontade.

...




Verlaine