quinta-feira, 11 de março de 2010

O VALE MÓRBIDO...


do teu coração

Não encanta mais

Minha memória...



Uma cova ampla

Vem-me à mente!





Será para mim

Algo tão distante

Como o céu que não alcanço



Será...

Uma compaixão em meu ser

Apenas...



Abalos mortos do teu peito

Balançando flores secas !

Assim guardar-te-ei

Cautelosamente

Em meus sentimentos

Para sempre...

Sem saudades...






Do livro A vida é boa



Rejane Tach

segunda-feira, 8 de março de 2010

GRANDE MULHER...


MINHA MÃE

SAUDADES...





Rejane Tach


domingo, 7 de março de 2010

...


Na pele sintomas cansados

os cabelos secos sem prefumes

colados à nuca nunca tiveram bons tratos

nas mãos uma canseira incomodada

vontade louca de ter aquele vestido



Um batom velho sobre a mesa denuncia a pressa

de ainda dar tempo...



Os braços delineados são resultados de luta

pela comida do dia





Da alma...



Não existe peito mais calejado

Não existem pés mais rachados

Não existe um coração mais forte sob a réstea do sol



Há uma angústia parada

Vontade

Um choro absoluto contido,



Daria tempo?



Um trono imaginário de rendas...



O duelo com a sorte



E



Dentro dela, a MULHER!







Rejane Tach

sexta-feira, 5 de março de 2010

...








toda minha minha vida só consegui amar você...


Dizem que


se ama até a hora da morte,


eu não


amarei mesmo depois dela...








Rejane Tach

quinta-feira, 4 de março de 2010

POETIZAR E MODAR...

POIS É....

VAI LÁ NO http://zazuando.tumblr.com/

PRA SE DELICIAR...

BJO

REJANE TACH

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

MAS...











num súbito de recordações

vi teu rosto

brando

e como as orgias do mar revolto

senti sangrar meu peito...



Ressurge a saudade

e

nunca tive teu ser... nunca !



Rasgo meu sentimento infernal em mil pedaços

como rasguei poesias



Sou alguém apenas

que passou inexistente pelos teus olhos

e me devoro inconformada até Deus me querer...





No meu parque de rosas nasceram espinhos

e os perfumes são iras



Não posso explicar como, mas minha volúpia inerte

está



Tenho sede de incêndios!



...



mas morri.



Rejane Tach



terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

SEMPRE


quis esmagar uma fileira de formigas

balançar-me nos verdes do vento

saudar a terra e ter no meu corpo o perfume dela





Ascender meu espírito e genuinamente gargalhar

até a exaustão...





Olhar minha sombra na grama talhada livre

representando somas de ser





Tragar nuanças da natureza deslizando nas linhas do chão

e cantar...





Cantar tão alto que só os pássaros pudessem me entender!





Com as gotas do orvalho invisível saciar a sede





Da minha alma solitária





não me lembraria...





E





se pudesse nos acordes do vento deitaria





pra sempre sem ruídos malignos





dormiria.






Rejane Tach