terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Viver
tornou-se obrigação para o meu corpo depois que fiquei doente. Eu tinha sim a obrigação de viver, de carregar um coração pulsando forte para provar a mim mesmo que eu era capaz de vencer e ficar aqui junto aos meus, sem a doença que me calejava a alma.
Até contava, em um ano fizemos 24 viagens eu e minha mãe. Meu tratamento foi difícil, passei por momentos de extremo desespero em que perdi os sentidos, sem entender o que eu estava vivendo, precisava das minhas forças - que eu desconhecia - mas eu tinha as da minha família que jamais me abandonou. Minha mãe foi a força inabalável que me segurou as mãos nas minhas crises de revolta e medo, ela sentiu comigo todas as dores que senti.
Nunca consegui entender o grau de sacrifício que se precisa para alcançar a plenitude da vida. Mas há batalhas que só a gente vence, e naquele hospital frio a saudade de todos lá de casa me apertava o coração. Durante o dia eu olhava da janela imensa e úmida daquele hospital minha mãe lá em baixo. Eu odiava aquela janela, ela me separava da minha força, dos braços quentes da minha mãe. Eu chorava com as mãos coladas na janela, ela chorava segurando a sacolinha de pães doces que comprava para meu café da manhã. Ela era proibida de entrar naquela ala do hospital que eu estava internado...
Até contava, em um ano fizemos 24 viagens eu e minha mãe. Meu tratamento foi difícil, passei por momentos de extremo desespero em que perdi os sentidos, sem entender o que eu estava vivendo, precisava das minhas forças - que eu desconhecia - mas eu tinha as da minha família que jamais me abandonou. Minha mãe foi a força inabalável que me segurou as mãos nas minhas crises de revolta e medo, ela sentiu comigo todas as dores que senti.
Nunca consegui entender o grau de sacrifício que se precisa para alcançar a plenitude da vida. Mas há batalhas que só a gente vence, e naquele hospital frio a saudade de todos lá de casa me apertava o coração. Durante o dia eu olhava da janela imensa e úmida daquele hospital minha mãe lá em baixo. Eu odiava aquela janela, ela me separava da minha força, dos braços quentes da minha mãe. Eu chorava com as mãos coladas na janela, ela chorava segurando a sacolinha de pães doces que comprava para meu café da manhã. Ela era proibida de entrar naquela ala do hospital que eu estava internado...
Parte da minha próxima obra que conta a história real de alguém que viveu aqui, alguém que sofreu as dores e o preconceito de ter Aids...
Rejane Tach
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
O SORRISO ...
sábado, 16 de janeiro de 2010
QUANDO EXISTE LEALDADE,

existe consciência de vínculos adquiridos de maneira congruente. A lealdade requer ajuda do processo de raciocínio, é no entanto, necessário entender as coisas para ser leal.
A lealdade reside na identidade, o que obviamente sustenta amizades verdadeiras e valores absolutos do homem...
Assisti ontem o filme " Sempre ao seu lado" , dirigido por Lasse Hallstrôm, é uma história baseada em fatos reiais acontecidos no Japão na década de 20. Na estação de trem um professor encontra um cão ainda filhote, se identificam e passam a conviver numa grande e verdadeira amizade.
Hashi ( nome original Hachiko) é um cão da raça akita, nome dado em relação a província japonesa Akita. Sãos cães de caráter orgulhoso, reservados , prudentes, corajosos e possessivos em seu território, deslocam-se em casos de extrema necessidade. Seu aspecto é nobre e representa o tipo de raça japonesa antiga. Nos anos 30 os cães já estavam bem escassos e portanto caríssimos em sua aquisição.
A história de Hachiko foi para o cinema pela primeira vez em 1987 no Japão, agora em todos os cinemas com Richard Gere retrata emoção e o verdadeiro sentimento da lealdade de um cão que espera durante 9 anos pelo dono e amigo que não mais voltará. Em homenagem a Hachiko foi contruída na estação do trem uma estátua, o que simboliza aos japoneses a lealdade.
Desfrutar de uma amizade absoluta é nunca fracassar como ser humano, é ter em si o princípio absoluto da abnegação.
" A lealdade dá tranquilidade ao coração"
William Shakespeare
Rejane Tach
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
FACES...

O teatro em si é muito mais do que decorar um texto e subir no palco. O teatro é Arte!
Viver e sentir o personagem, uma missão que exige do ator tempo e desempenho, são meses de preparação, horas de cansaço e alguns calos após longo tempo de ensaio.
Dedicar-se ao teatro pode ser exaustivo , mas os risos durante o espetáculo, a emoção do público durante a encenação e os aplausos ao final são sem dúvida grandes recompensas.
Fazer teatro quando se ama se torna além de prazeroso, uma necessidade do ator.
''Rio quando na verdade choro,
Grito quando quero estar calado,
Amo até mesmo quando odeio,
Faço da mentira, minha verdade;
Do lixo surge meu luxo,
Posso ser mudo, quando canto por dentro aos quatro ventos do meu eu.
De magestade a um sapo.
Sou ator e sou feliz assim!
Viver e sentir o personagem, uma missão que exige do ator tempo e desempenho, são meses de preparação, horas de cansaço e alguns calos após longo tempo de ensaio.
Dedicar-se ao teatro pode ser exaustivo , mas os risos durante o espetáculo, a emoção do público durante a encenação e os aplausos ao final são sem dúvida grandes recompensas.
Fazer teatro quando se ama se torna além de prazeroso, uma necessidade do ator.
''Rio quando na verdade choro,
Grito quando quero estar calado,
Amo até mesmo quando odeio,
Faço da mentira, minha verdade;
Do lixo surge meu luxo,
Posso ser mudo, quando canto por dentro aos quatro ventos do meu eu.
De magestade a um sapo.
Sou ator e sou feliz assim!
Lucas Alcides
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
e

Thico Scheider
minha sombra taciturna e implacável espera a renovação do meu martírio. É negra. vejo-me desenhado, nitidamente como um desdobramento de mim mesmo, feito com o negror de todos os meus lutos, com a treva de todas as minhas insônias, o horror de todos os meus crimes. É muda. Só agora, vendo-a imóvel e solene, como um confessor ou um carrasco, é que compreendo o trágico destino das sombras...São o espelho das nossas vidas. Apalpo-a ... Meus dedos tocam o nada.
Menotti Del Picchia
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
...
que estranha lucidez a minha! As lembranças galopam, velozes, como regimentos de cavalaria numa carga de epopéia! É possível, pois, que as memórias se atropelem, se sucedam sem disciplina aparente; é possível até que, a mim mesmo, pareçam absurdas. Refervem no meu cérebro como se meu crânio fosse uma taça e meus pensamentos um mosto fermentando...Mas se eu esperar a calma, se aguardar o amanhã - que para mim será minha aurora nupcial com a Morte! - perderei esta lucidez alucinante, esta intuição profética de detalhes e não saberei como encher esta vigília, onde pareço o sinistro fantasma de mim mesmo a velar, macabramente, o meu próprio cadáver...
Menotti Del Picchia
" ...é como se eu sentisse algo que vem de mansinho pra me dizer que ainda vivo."
Rejane Tach
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