domingo, 13 de maio de 2012
...dia de nada...
tá tudo paradeiro
nem festa
nem o padeiro
com suor na testa ...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
INÉRCIA...
sábado, 15 de outubro de 2011
O PENSAMENTO...

Não quero tê-lo a seu favor porque alguém outrora falou, que isso ou aquilo é um certo...Como posso ser única? Se meus valores foram ministrados de forma que acreditei como verdadeiros, mas não meus...Se o mundo moral da forma que você pensou eu copiei, é a lógica...não sou subjetiva nem única...e assim sou levada pelo discurso de outrem...
Mas Minha vontade é individual, é nela que devo acreditar...
Rejane Tach
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
TERRA

De gigantes
Pequenos deuses
Mudos atônitos
No cair de tantas noites
Sem luz
De amanhã
Rosto vazio
Olhar fechado
Cheiro de pobreza enfurecida (des) conhecida
Guerra invisível no peito das mãos vazias...
Desgrenhado
Amaldiçoado
...
E...
o despojado discurso borifando saliva
No microfone ao lado...
Rejane Tach
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
morte...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011
BEIJOS...
sábado, 8 de outubro de 2011
MEU SORRISO...
terça-feira, 13 de setembro de 2011
MÃOS
Sozinhas tateiam o ar
Por vezes
Procuram qualquer coisa
Não mentem em seus movimentos
Sentem mais que profundamente
um pulsar
Molhadas ternas
Embriagam-se no toque
Do quente
Do frio...
Nervosas se agitam e se escondem
Com medo de descobertas
Se curvam,
Entrelaçadas sensuais nos desejos
e
Tão tímidas quanto lentas
nas faces solitárias
Repousam o suor fresco na juventude...
Secas adormecem velhas...
As mãos.
Rejane tach
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
GOSTO DE BOCA
chorei depois
aqueles vales mortos de que falei
eram coadjuvantes ...
Sinto o pecado se aproximando
e vc...
no meu pensamento!
Rejane Tach
domingo, 4 de setembro de 2011
'EVITA VIVE" de Néstor Perlongher
Eva Perón foi considerada pelo povo argentino a mãe dos descamisados pela sua forte atuação política na Argentina na década de 40. Eva Perón converteu-se em mito em consequência de seus discursos, de sua luta pelo reconhecimento das massas trabalhadoras, e também de seu trabalho social junto aos miseráveis. Mesmo acometida por um câncer, lutou até os últimos momentos de sua existência, tornando-se um ser idolatrado pelos seus admiradores. No conto “Evita vive”, do escritor argentino Néstor Perlongher, é bruscamente desconstruída, mediante, entre outros mecanismos, uma linguagem que transita entre o escatológico e o vulgar. Diante dessa constatação, nesse trabalho, busca-se mostrar, seguindo, principalmente, o enfoque teórico contido no livro “Mitologias”, de Roland Barthes, que o processo de mitificação de Evita consiste em uma construção histórica, bem como evidenciar que sua desconstrução na literatura de Perlongher, dá-se, conforme sugere Barthes, mediante a apropriação do discurso histórico.
Rejane Tach
domingo, 14 de agosto de 2011
MEUS PÉS
sábado, 13 de agosto de 2011
E as aranhas bordam na noite...
Rendas lindas
Que vestem sombras imaculadas
No sombrio silencioso
De lá...
Recinto úmido e gritos abafados
Vêm de anjos negros
Que suicidam teias no emaranhado
Do escuro...
Aranhas trabalham medos
Entrelaçam eufóricas
Fios de nada e sobrevivem amantes
Exóticas, loucas
Se fragmentam viúvas
Inacabadas, soberbas
Nefastas se vão...
rejane tach
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Quando despir meu corpo
...não precisa dizer que me ama
basta que
olhe nos meus olhos
quando me beijar
diga apenas
meu nome pela metade
quando apertar teu corpo
contra o meu
não diga nada...
Quando penetrar meu ser
feche os olhos
quando sentir o prazer
tomar teu corpo
sinta-se loucamente meu
porque
eu quero estar olhando nos teus olhos...
rejane tach
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
CORAÇÃO MORTO...
recantos sombrios
pensamentos que fogem
desconhecem encantos...
A prata nos cabelos
incêndio nos olhos
mãos maduras!
Que distância entre nós!
Sonhos mortos!
No mergulho da ira
o amargo da alma
incompreensível anjo doente
sublimado ao rancor e ao preconceito...
Prisioneiro de si
amaldiçoada alma negra...
aperta os lábios
sozinho
ronda a vida calado...
Rejane Tach
de "Sanas Loucuras"
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
REVIVENDO...
saio devagar
timidamente avanço
me perco
no caminho lerdo
desrumado
descolorido
desvivido
desviado
desavisado
desumano
des...
e vejo mais a frente
um outro labirinto...
rejane tach
sexta-feira, 13 de maio de 2011
SÃO

teus olhos negros fitando o céu
que
calam os meus
num fatalismo libertador
um oceano negro me adentra
o peito
sou tão grão,
que nem sei...
se a indolência me acalmaria
se a repugnância me surpreenderia...
Colo meus olhos na vidraça
ainda secos
ainda de vez em quando o ruído do vento
molhado
me comove...
rejane tach
domingo, 17 de abril de 2011
Hoje e
quero lembrar tuas palavras amargas
e meu corpo dolorido tanto quanto a minha alma...
Devaneios imbecis
talhos no peito com feridas
bem abertas pra sempre!
Vozes tristes na noite e meu choro surdo
aos teus ouvidos
porque não era amor...
eu sabia.
Grito no escuro e minha alma padece
porque meu coração amou sim...
Nas sombras que estão por aqui
minha vida sozinha se apaga
nos lamentos de todos dias que vêm...
Não há razão pra chorar
são iras contidas pela vida
o que vou levar...
O resto,
não mais importa!
rejane tach



