domingo, 13 de maio de 2012

...dia de nada...

nem o céu se manifesta,
tá tudo paradeiro
nem festa
nem o padeiro
com suor na testa ...
...voltei...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

quando...

o dia cordialmente termina
os pés cansados começam bocejar...


Rejane Tach


Dia da saudade...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

INÉRCIA...

...nessa morbidez decadente
onde nada me anima
só o que consigo ver são os olhos negros do silêncio
me levando ao breu do infinito
e
um lá longe, morre por aqui...

Rejane Tach

sábado, 15 de outubro de 2011

O PENSAMENTO...


Não quero tê-lo a seu favor porque alguém outrora falou, que isso ou aquilo é um certo...Como posso ser única? Se meus valores foram ministrados de forma que acreditei como verdadeiros, mas não meus...Se o mundo moral da forma que você pensou eu copiei, é a lógica...não sou subjetiva nem única...e assim sou levada pelo discurso de outrem...

Mas Minha vontade é individual, é nela que devo acreditar...



Rejane Tach

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

TERRA





De gigantes

Pequenos deuses

Mudos atônitos

No cair de tantas noites

Sem luz

De amanhã

Rosto vazio

Olhar fechado

Cheiro de pobreza enfurecida (des) conhecida

Guerra invisível no peito das mãos vazias...

Desgrenhado

Amaldiçoado

...

E...

o despojado discurso borifando saliva

No microfone ao lado...



Rejane Tach

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

morte...













Posso ser como a morte



Imoral...



Que ronda calada



teu dia e tua noite



Resoluta...desleal...



Uma viagem sem ritmo



de olhar perdido



No morno das manhãs primaveris



Fugaz...



Impertinente



sentindo-te a alma em mim



Gelando -te os lábios



Decompondo-te



Cruelmente...



Docemente...



Conduzindo-te sem pressa



Aos meus caminhos lingínquos



Ermitérios do céu...









Ilusão...









Posso ser como a morte



Fria...



Nas profundezas do teu peito



Levemente sentida



Eterna...



Odiada...



Divina...









Rejane Tach

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

BEIJOS...









...penso nos beijos gélidos que senti quando não te amava...



Nas turvas manhãs e dos meus medos escondidos em tua presença...nas risadas não tão verdadeiras, que eu sonhava sinceras!



Agora não sei...se eu não te amava, ou não amava a mim mesma...






Rejane Tach



sábado, 8 de outubro de 2011

MEU SORRISO...





não desiste nunca
minhas mãos ainda buscam tocar lembranças
meus lábios de movimentos lentos
falam sempre de amor...
O inerte se vai quando olho o céu
e
sei que você vive
um dia após o outro
pra me encontrar...


Rejane Tach

terça-feira, 13 de setembro de 2011

MÃOS



Sozinhas tateiam o ar

Por vezes

Procuram qualquer coisa

Não mentem em seus movimentos

Sentem mais que profundamente

um pulsar

Molhadas ternas

Embriagam-se no toque

Do quente

Do frio...

Nervosas se agitam e se escondem

Com medo de descobertas

Se curvam,

Entrelaçadas sensuais nos desejos

e

Tão tímidas quanto lentas

nas faces solitárias

Repousam o suor fresco na juventude...

Secas adormecem velhas...

As mãos.


Rejane tach

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

GOSTO DE BOCA

Sempre que tomei um gosto de céu na boca
chorei depois
aqueles vales mortos de que falei
eram coadjuvantes ...

Sinto o pecado se aproximando
e vc...
no meu pensamento!


Rejane Tach

domingo, 4 de setembro de 2011

'EVITA VIVE" de Néstor Perlongher

Eva Perón foi considerada pelo povo argentino a mãe dos descamisados pela sua forte atuação política na Argentina na década de 40. Eva Perón converteu-se em mito em consequência de seus discursos, de sua luta pelo reconhecimento das massas trabalhadoras, e também de seu trabalho social junto aos miseráveis. Mesmo acometida por um câncer, lutou até os últimos momentos de sua existência, tornando-se um ser idolatrado pelos seus admiradores. No conto “Evita vive”, do escritor argentino Néstor Perlongher, é bruscamente desconstruída, mediante, entre outros mecanismos, uma linguagem que transita entre o escatológico e o vulgar. Diante dessa constatação, nesse trabalho, busca-se mostrar, seguindo, principalmente, o enfoque teórico contido no livro “Mitologias”, de Roland Barthes, que o processo de mitificação de Evita consiste em uma construção histórica, bem como evidenciar que sua desconstrução na literatura de Perlongher, dá-se, conforme sugere Barthes, mediante a apropriação do discurso histórico.



Rejane Tach

domingo, 14 de agosto de 2011

MEUS PÉS


sempre andaram descalços
sozinhos
empoeirados
rachados
famintos
mudos
ignorantes
desprezados
desempregados
inutilizados
abandonados
desamados
tristes
e
meu nome é Força.

rejane tach

sábado, 13 de agosto de 2011

E as aranhas bordam na noite...



Rendas lindas

Que vestem sombras imaculadas

No sombrio silencioso

De lá...

Recinto úmido e gritos abafados

Vêm de anjos negros

Que suicidam teias no emaranhado

Do escuro...

Aranhas trabalham medos

Entrelaçam eufóricas

Fios de nada e sobrevivem amantes

Exóticas, loucas

Se fragmentam viúvas

Inacabadas, soberbas

Nefastas se vão...



rejane tach

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Quando despir meu corpo


...não precisa dizer que me ama
basta que
olhe nos meus olhos
quando me beijar
diga apenas
meu nome pela metade
quando apertar teu corpo
contra o meu
não diga nada...

Quando penetrar meu ser
feche os olhos
quando sentir o prazer
tomar teu corpo
sinta-se loucamente meu
porque
eu quero estar olhando nos teus olhos...


rejane tach

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

CORAÇÃO MORTO...


recantos sombrios
pensamentos que fogem
desconhecem encantos...

A prata nos cabelos
incêndio nos olhos
mãos maduras!

Que distância entre nós!
Sonhos mortos!

No mergulho da ira
o amargo da alma
incompreensível anjo doente
sublimado ao rancor e ao preconceito...
Prisioneiro de si
amaldiçoada alma negra...
aperta os lábios
sozinho
ronda a vida calado...


Rejane Tach
de "Sanas Loucuras"

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

REVIVENDO...

aos poucos
saio devagar
timidamente avanço
me perco
no caminho lerdo
desrumado
descolorido
desvivido
desviado
desavisado
desumano

des...
e vejo mais a frente
um outro labirinto...

rejane tach

sexta-feira, 13 de maio de 2011

SÃO


teus olhos negros fitando o céu
que
calam os meus


num fatalismo libertador
um oceano negro me adentra
o peito


sou tão grão,
que nem sei...


se a indolência me acalmaria
se a repugnância me surpreenderia...


Colo meus olhos na vidraça
ainda secos
ainda de vez em quando o ruído do vento
molhado
me comove...


rejane tach

domingo, 17 de abril de 2011

Hoje e

...sempre que meu coração chorar
quero lembrar tuas palavras amargas
e meu corpo dolorido tanto quanto a minha alma...

Devaneios imbecis
talhos no peito com feridas
bem abertas pra sempre!

Vozes tristes na noite e meu choro surdo
aos teus ouvidos
porque não era amor...
eu sabia.

Grito no escuro e minha alma padece
porque meu coração amou sim...

Nas sombras que estão por aqui
minha vida sozinha se apaga
nos lamentos de todos dias que vêm...

Não há razão pra chorar
são iras contidas pela vida
o que vou levar...

O resto,
não mais importa!


rejane tach